quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Museu da Língua Portuguesa abre primeira exposição de um autor português com Fernando Pessoa


O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, abriu nesta terça-feira (24) ao público a primeira exposição que tem como tema um autor português. Depois de homenagear grandes nomes da literatura nacional, como Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, Fernando Pessoa, Plural Como o Universo mostra diversas facetas daquele que foi um maiores poetas do século XX.

“Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece, e que portanto encontrará um linguagem acessível. E também àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos”, diz um dos curadores, Carlos Felipe Moisés.

Além dos conhecidos heterônimos de Fernando Pessoa: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, estão expostos poemas de outros menos conhecidos, como o Barão de Teive, o prosador suicida. Na exposição estão também algumas raridades, como a primeira edição do livro Mensagem, único publicado pelo poeta em vida, e os dois números da revista Orpheu, marco inicial do modernismo em Portugal.

O mar está presente em todas as salas da mostra – diferentes tons de azul da água e do céu remetem o visitante à época das grandes navegações e dos descobrimentos. Figuras que representam o casario de Lisboa também estão espalhadas pelas salas da exposição. “A ideia é sugerir viagens mentais e espirituais, em torno das ruas de Lisboa, das aventuras dos heterônimos e de Pessoa”, ressalta o cenógrafo Hélio Eichbauer.

No primeiro dia aberto ao público, os estudantes foram os principais visitantes da mostra. Felipe Guimarães, que está no ensino fundamental, ficou entusiasmado com os recursos tecnológicos utilizados na exposição. “Gostei de ver as poesias sendo escritas em cima da praia”, diz, se referindo a projeção dos versos de Fernando Pessoa sobre um cenário que imita a areia. 

Fonte: Correio Braziliense - http://www.correiobraziliense.com.br

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Avaliação do curso

O curso de introdução à educação digital possibilitou adquirir informações sobre as novas tecnologias e como aproveitar a mídia digital para trabalhar com alunos e com as diversas informações.

Porém, em face do curso ter sido realizado em pouco tempo cumulado com a falta de experiência no manuseiso do computador e da internet, não foi possível um máximo aproveitamento.

No entanto, a partir de agora será possível continuar o treinamento em nossas casas e assim aperfeiçoar o manuseio das novas tecnologias, tanto na vida pessoal como na profissional.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saber viver - Cora Coralina

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tecnologia


O texto - aquela composição escrita ou falada, que nasceu juntamente com a invenção da linguagem - segue sendo o mesmo. Nossa relação com ele, não. Em suas pesquisas, o historiador da leitura Roger Chartier afirma que o suporte material (papel, áudio, vídeo ou formato digital) exerce influência na relação que estabelecemos com o texto. Nesse sentido, blogs, fotologs e podcasts são novos gêneros, com características próprias. É possível, por exemplo, relacionar links para que o leitor tenha a liberdade de seguir diferentes caminhos - é o chamado hipertexto. Cada vez mais, a turma vai precisar conhecer esses aspectos. A boa notícia é que trabalhos recentes como o do professor Jorge Luiz Marques de Moraes, um dos ganhadores do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 em 2008 (leia a reportagem na página 64), mostram que dá, sim, para conjugar o aprendizado de novos gêneros (no caso dele, o podcast) com conteúdos tradicionais (a comunicação oral).

Além de gerar novas demandas, as ferramentas digitais modificam procedimentos consagrados na disciplina. O exemplo mais significativo diz respeito à edição e revisão de textos. Em processadores como o Word, a verificação ortográfica é muito facilitada. "O professor pode deixar o corretor ortográfico ligado para que os estudantes tentem resolver, com autonomia, alguns dos erros - o que não o isenta de seguir ensinando ortografia", aponta Cláudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio. Em termos de organização textual, a vantagem é poder mudar de lugar, ampliar, cortar e eliminar frases e parágrafos, experimentando novas soluções para a composição sem precisar escrever tudo de novo a cada nova versão.

A informática também pode ajudar no trabalho com gêneros textuais. Na Escola da Vila, na capital paulista, a professora Andressa Mille Fernandes propôs à turma do 4º ano a construção de um informativo sobre o ciclo da água, um conteúdo que já havia sido tratado nas aulas de Ciências. Depois de planejar o texto, decidir o destinatário, selecionar as informações e escrever, as crianças foram para o computador fazer títulos e quadros e escolher fontes e cores. Assim, tanto a forma como o conteúdo da produção se aproximaram ainda mais dos exemplos de jornais, aprofundando a caracterização do gênero estudado.

video aula de português

este vídeo serve para a turma do 1°ano do ensino médio  como  uma retomada do conteúdo estudado nas séries anteriores

"A Internet nos ajuda, mas ela sozinha não dá conta da complexidade do aprender"

A afirmação é do professor José Manuel Moran. Ele fala sobre o uso da Internet na educação, fundamentado seu pensamento na "interação humana", de forma colaborativa, entre alunos e professores.  

José Manuel Moran é um dos maiores especialistas brasileiros no uso da Internet em sala de aula. Para ele a  tecnologia é tão-somente um "grande apoio", uma âncora, indispensável à embarcação, mas não é ela que a faz flutuar ou evita o naufrágio. "A Internet traz saídas e levanta problemas, como por exemplo, saber de que maneira gerenciar essa grande quantidade de informação com qualidade", insiste. 

A questão fundamental prevalece sendo "interação humana", de forma colaborativa, entre alunos e professores. Continua a caber ao professor dois papéis: "ajudar na aprendizagem de conteúdos e ser um elo para uma compreensão maior da vida". Se o horizonte é o mesmo, os ventos mudaram de direção. É preciso ajustar as velas e olhar mais uma vez a bússola. E José Manuel Moran foi traçar rotas em mares nunca dantes navegados. A novidade é que "hoje temos a possibilidade de os alunos participarem de ambientes virtuais de aprendizagem". O grande desafio é "motivá-los a continuar aprendendo quando não estão em sala de aula". 

Os educadores que não quiserem se lançar ao mar, muito apegados à terra firme, poderão ficar a ver navios. Mas não há mais porto seguro: o oceano de informações que a Internet disponibiliza aos alunos obrigará os professores a se atualizar constantemente e a se preparar para lidar com as múltiplas interpretações da realidade. 

Para ler entrevista que Moran concedeu para o Portal Educacional clique aqui.
 

Escola e tecnologia - a educação no futuro

Como meio de comunicação, a internet contribui para interligar pessoas no mundo todo, possibilitando discussões sobre os mais diferentes assuntos. Diminui distâncias de tempo e espaço e reduz consideravelmente o custo em relação ao telefone ou quaisquer outros meios conhecidos. A internet não pode ser apenas apresentada como uma grande fonte de dados sobre os mais diversos assuntos, sem que se perceba que se transformou também em modo de produzir conhecimento. É a partir desta clareza que se devem estabelecer os paradigmas e conteúdos da educação do futuro. A capacidade de aprendizado e de assimilação poderá ser bastante elevada e estimulada, a partir de exemplos concretos, mas virtuais; a internet será o palco de intercâmbio entre escolas (alunos e professores) de todo o mundo.

Leia o texto na íntegra aqui